quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A 23 dias do por do sol

Maligna Rainha de Copas


Comecei a pensar no fato dos meus relacionamentos pos-você serem tão breves. Descobri que o melhor termo de descrevê-los era “descartável”. Vinham, tinham sua utilidade momentânea exercida e eram logo postos de lado. Por minha sorte a maioria deles se tornaram boas amizades.

O fato comum era de eu fugir quando a moça demonstrava algum interesse maior. Não foram poucas as vezes delas fugirem quando eu me mostrei interessado, toda via. Assim, estive de braços em braços, de bocas em bocas, de camas em camas. Espantando minhas carências já que não podia extingui-las.

Não me acostumei com essa situação até hoje, Rainha. Você bem me conhece e sabe o quanto sou dependente de companhia. Não soube manter a sua, mas sempre fui muito dependente dela.

Voltando ao assunto do começo. Passei a avaliar os prós, contras e motivos para tais fatos e situações. Claro que encontrei uma parcela enorme de culpa sua. Não poderia faltar.

Cheguei até a bolar algum meio místico da sua influencia negativa sobre mim. Tentei entender o tipo de feitiço, magia ou simpatia que você me lançou para que tudo ficasse como esta. Sei que parece cômico. Ao menos vai parecer quando a ofensa se desfizer.

Estou dia-a-dia avançando e melhorando a esse respeito. No entanto, sendo sincero, essas idéias não se perderam por completo dos meus pensamentos. Cheguei até a procurar alguém que me livrasse dos males esotéricos que possam ter me afetados, principalmente os oriundos de Vossa Majestade. Viu que realmente causa risos?

Mas tudo esta tendendo ao avanço.


Em progresso.


Rei de Espadas

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