sábado, 20 de novembro de 2010

Meia-noite para as 5 da tarde


Rainha de Copas

Ao som de "Te ligo ofegante e digo confusões no gravador" eu lembro que ainda sei o numero do seu telefone decorado. Eu, que por vezes nem lembro nome da pessoa com quem estou falando, lembro do numero do seu telefone. E não preciso nem arriscar, checar em agendas tenho plena convicção que o numero é esse. Na verdade, por mais que quisesse por a prova não poderia. Sei que não escrito em lugar nenhum do meu mundo o seu telefone. Mas minha certeza na minha memória falha me é suficiente.
O questionamento é mais um Porque eu lembro? do que um É esse o numero mesmo?. Eu fico querendo me iludir com qualquer resposta que satisfaça meu orgulho e minhas convicções de ontem onde você não existe. E consigo por diversas vezes.
Te esqueço tão bem por esses dias. Mais fácil do que te amava no nossos dias. Hoje lembro de você, olho para o horizonte e te esqueço. Dessa forma mesmo. Sem mais nem menos. Não cabem mais lamentos e lamurias na minha vida, principalmente os vindos de você.
Sei que agora lembrei seu telefone. Me engano fingindo que não sei bem o porque de ter lembrado. Não ligo. Claro que não ligo, porque deveria fazer? Olho para o horizonte e espero a próxima brisa leve que vem de um vento sudeste e que leve mais essa lembrança de você.
O ódio é mais uma faceta do amor. O contrario do amor é o esquecimento.

Rei de Espadas

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