quarta-feira, 19 de maio de 2010

Dia escuro na Nova Inglaterra

Duvidosa Rainha de Copas

Levantei e sai Rainha. Pus na bolsa minhas roupas, minhas coisas, uma serie de catrevagens que nunca fiz questão de ter. Depois de tudo acomodado procurei um espaço para por meu amor.

Qualquer espaço mínimo caberia naquele momento. Não te certificando de meu amor ser pequeno. Mas sim, por ele (pobre coitado) já ter sido tão pisado, açoitado, duvidado, diminuído, inibido, ridicularizado poderia muito bem ser bem dobrado a apertado num lugar qualquer que talvez nem se incomodasse.

Não achei espaço por entre meus pertences. Então fiz o que você não queria e eu temia, o coloquei de volta no meu coração. Senti ele quente e pulsante nas minhas veias. Corria para lá e para cá, como que nunca tivesse sofrido nem um tropeço. Logo pensei: "Que Amor forte!". Estava então bem acomodado.

Então parti Rainha. Voltei para o mundo, para a vida. Levei de você apenas o amor que sinto, uma saudade e uma incrível vontade ficar.

Sai de cabeça baixa. Numa espécie de lamento silencioso, de choro interno. Dei cada passo assim, sem querer dar o seguinte. Tirei força de onde acreditava não mais haver e fui.

Nisso tudo Rainha, quero que saiba que não coube nas minhas malas nenhum tipo de rancor, raiva, decepção. Nada de mal teve espaço. Era tudo tão pesado que resolvi não levar.

Na memória foram mais os momentos bons. Só o fato de não ter sido aceito na sua corte foi que ainda me acompanhou como um cãozinho perdido. Por mais que o espantasse ele voltava no meu rastro.

Parti cheio de certezas Rainha, (as duvidas são suas). Amo, me sinto feliz, capaz de enfrentar tudo sem fraquejar. Tudo isso para você, por você. Pena por você não mais me querer, não mais me amar. Pena que eu não seja aceito em sua corte. Pena que a minha corte perderá o brilho de ter. Pena que você não me ame.

Agora já começo a dar meus primeiros passos com coragem.

Adeus Rainha. Gostaria que na verdade fosse um até breve

Num lamento,

Rei de Espadas

terça-feira, 27 de abril de 2010

As tropas alemãs invadem Atenas.


Desejada Rebecca Rainha de Copas


É certo que Vossa Majestade e eu já entramos em comum acordo de que eu realmente necessito me levantar com raiar do dia e deixá-la só em nosso leito. No entanto, como digo algumas vezes: "compreender não é gostar".

Hoje pela manhã, apos beijar seu rosto e apertar sua mão entre meus dedos, te olhei ainda adormecida. Apesar de ter a imagem gravada como em pedra na minha memória, as palavras que conheço não são suficientes para descrever. Fiquei te admirando. Linda, com os cabelos dourados caindo sobre o rosto.

Fui em direção a porte e voltei a te olhar. Nunca me doeu tanto te deixar ali. Nunca foi tão difícil dar os passos e se aproximar da porta. A realidade me chamava. Todavia, não conseguia abrir mão daquele mundo utópico, perfeito, onde só havia você e eu, nos amando infinitamente.

Foi difícil te deixar Rainha, muito difícil. Ainda não sei se devo ter admiração da minha força por superar o desejo de ficar ou me lamento por não ter jogado tudo para ar em virtude daquele Éden.

Fui Rainha, com o coração pesando toneladas, mas fui. Pesa ainda mais o fato de saber que terei que ir outras e outras vezes.


Desejosamente


André Bezerra

Rei de Espadas

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia do Índio


Estonteante Rainha de Copas


Por esses dias ando sem palavras para descrever meu maravilhamento em estar ao seu lado. Não me encontram as palavras para citar sua beleza, sua sagacidade, ternura e como estar em sua presença me causa as melhores sensações.

Quero que Vossa Majestade esteja ciente que a ausência destas descrições não se arremete a fatos como o da perda de encanto. O que na verdade ocorre é que esse encanto se estendeu a tal limite que este mero monarca de espadas não mais consegue alcançar com as palavras.

Cheguei ao ponto não saber mais descrever o que sinto, mas me vejo digno de duras penas. Acredito Rainha, que meus os grandes mestres das belas artes não conquistaram descrever os sentimentos e emoções que Vossa Majestade me desperta.

Então Rainha, quero que tenha a certeza, de que quando olho dentro dos teus olhos e calo é porque acredito que não há palavra no mundo capaz de descrever o mínimo de arrepio que sua presença me causa.

Éis agora minha necessidade Rainha, inventar uma palavra que seja plena fiel a tudo de grande e bonito que sua magia me causa.


Encantado


Rei de Espadas

sábado, 17 de abril de 2010

5 dias para comemoração dos nativos

Excluída Rainha de Copas

Mais um dia de conclusões se fez Rainha. E um dia meu de conclusões não estaria completo se não houvesse nenhuma conclusão a seu respeito.

Em meio a tudo que aconteceu recente, voltado em minha nova vida e aos problemas de meu reino, eu conclui que agora posso dizer que t esqueci por completo. Você deixou de ser culpada, inocente, pecadora, vitima, traidora, dissimulada, louca, santa, violada... Vossa a majestade agora é uma memória vaga. Por poucas vezes um exemplo.

Vi-me em meio às indagações dos meus sentimentos, das minhas necessidades e desejos e todas elas voltadas para uma nova pessoa. Uma nova Rainha. Você nisso tudo, apareceu apenas como exemplo de situações e passagens que não tenho o mínimo anseio de reviver.

Hoje tenho na vida a quem dedicar tudo que já foi seu. Alguém que fez por merecer e, por mais que ainda não saiba o usar de maneira adequada, se mostrou satisfeita em recebê-lo e se mostra solicita a mais.

Dentro de todas as indagações, em nenhuma eu procurei mais o que tive com você ou no seu tempo. Não mais m interessa o que foi nosso, busco um novo meu divido com uma nova Rainha. Quero o meu e dela, sem nenhuma sombra do que você ou qualquer outra tenha me proporcionado.

Chega do passado e suas lamurias. Luto pelo presente e desejo que ele se faça futuro. Quero formar meu novo baralho, onde eu Rei serei Rei e minha Rainha não será nada maior ou menor que uma Rainha. Abro mão da perfeição, dispenso a utopia.

Quero os bens e maus que a vida me proporciona. Quero os bens e maus que minha Rainha me proporciona. Não quero mais sentar em meu trono e olhar para o lado para apreciar um manto e uma coroa. A vida que você me proporcionou não mais me interessa. Ao lado da mina Rainha sou mais. Busco ser mais. Mais tudo, até mesmo mais “real”. Isso mesmo real. Algo que amplia o verdadeiro. Pois o verdadeiro cria possibilidade da mentira, mas o real só dispõe da criminalidade do falso.

Quero o toque de suas mãos, seus sorrisos, suas vitorias. Toda via, quero estar presente para aparar suas lagrimas, consolar suas derrotas e a apoiar e suas crises. Encontrei quem me trouxe vida Rainha. Algo que você não conseguiu me dar. Não imagino se você tenha tido tal experiência, mas creia que “realmente” ela é maravilhosa.

Realmente

Rei de Espadas

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Algumas horas para a passagem


Desprovida Rainha de Copas


Por esses dias Rainha, completa-se mais um ano que nos deixamos. Mais um ano que você me deixou na verdade. Nesse meio tempo eu esqueci muita coisa. Esqueci muita coisa que vivemos, esqueci de você e muitas vezes, quase todas as vezes, eu esqueço até de lembrar de você.

Há sempre o "quase" certo? Lembro de você nas datas em que costumávamos guardar. Os dias que chamávamos "dia da gente" acabam sempre por se ascender na minha memória quando passam. Dessa vez nada de diferente. O "dia dagente se distanciar" também alumiou na memória e hoje lembro que você me deixou e porque me deixou.

A sensação vem sendo diferente a cada vez. Hoje não há sofrimento. Apenas uma nostalgia barata que nem aflige, nem emociona. Hoje lembro mais de como passei esse dia nas ultimas vezes, do que como cheguei a esse dia ainda com você e terminei sem.

Percebi que por todas às vezes, pós você, cheguei a esse dia numa cama alheia e o terminei só. De forma acidental, sem premeditações. Acordava, olhava ao lado e tinha alguém que não era você, olhava o calendário e era aquela exata data.

De primeiro eram apenas companhias momentâneas, interesses de hora, aventuras, acasos. Até que, com o tempo, o tempo entre olhar a pessoa ao lado e olhar o calendário foi ficando maior. Até hoje, quando não mais olhei o calendário.

Descobri a data apenas ao chegar as minhas obrigações. Alguém disse "hoje é Hoje majestade" e eu percebi que realmente era. Lembrei que era e voltei a dividir meus pensamentos entre as obrigações que me exigiam e a Rainha com a qual despertei para o dia. Você se tornou assim passagem e não marcação.

Estarei novamente só no fim do dia. Andarei um pouco, tomarei um bom lanche e pensarei na minha Rainha agora distante. Na minha Rainha. A que me fez despertar nesse dia como um desabrochar. Na Rainha que me presenteia com sorrisos, me entorpece com seus carinhos e me eleva com seus beijos.

Já você, a Rainha que me trouxe dor e desprezo, virou lembrança num estante do meu dia, numa fuga. Não te esquecerei por piedade. Não! Eu não te esquecerei por gratidão. Não fosse assim, tudo seria diferente. Amanhã nem te lembro. Não lembrarei. A distancia levará meus pensamentos apenas a minha Rainha e no seu dom de imperar, ela o fará sobre eles.

Então me diga você Rainha de Copas: Como é imperar sem coroa, sem império e sem rei? Eu não consigo ter a mínima idéia da sensação.


Majestosamente,


Rei de Espadas

quinta-feira, 4 de março de 2010

As 13:79

Vossa Majestade Rainha de Copas


Acredito que você esqueceu que na minha fronte, acima do naipe de espadas, esta escrito um “K”. Isso pode não parecer muito para você, mas para os meus quer dizer que sou Rei. Nunca fui alguém de modos recalcados, distante, nem cercados de pompa, mas ainda requisito o mínimo de respeito que minha coroa merece.

Os termos de intimidade entre nos são, a muito, algo de um tempo distante e esquecido, procure deixá-los desta forma. Não esqueça nunca os sentimentos que trocamos, mas lembre-se sempre que não mais o fazemos. De forma que, hoje somos você Rainha e eu Rei.


Cortesmente


Rei de Espadas

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Dia de Nanny Blue

Cordialmente a Rainha de Copas


Vossa Majestade completa-se hoje 5 dias que não tenho noticias suas. Cinco dias sem contar os dias em que Vossa Majestade esteve em viagem a terras tão distantes que mal teve oportunidade de dar noticias. Também abandonei as esperanças de tê-las. Gostaria que de alguma forma Vossa Majestade soubesse que não guardo nenhum tipo de ressentimento com sua pessoa. De forma que, junto a tudo de bom que um dia dediquei a Vossa Majestade, hoje passo a guardar uma medida significativa de decepção.

Não consegui manter algo que me vangloriava em nossas conversas. Criei sobre sua pessoa uma serie de expectativas, que você não pode (ou não quis) corresponder. Não a culpo, Rainha. Gostaria que Vossa Majestade tivesse essa certeza. Não consigo ver nenhum tipo de obrigação que Vossa Majestade tivesse de atingir qualquer dos meus anseios sobre sua pessoa.

No entanto Rainha, minhas condições como ser humano me obrigam a verter, no mínimo, certa magoa contra Vossa Majestade a respeito deste episodio. Novamente minha falha no que diz respeito às expectativas acarretam tão sentido.

Minha magoa Rainha, se deve a expectativa de maior... nobreza (não consigo pensar em outra palavra) de sua parte. Esperei que não momento que minha companhia não mais fosse de seu agrado, eu fosse meramente informado e solicitado a me retirar de tão gloriosa presença. Não vejo qualquer dificuldade de minha parte em compreender seu pedido e realiza-lo neste caso.

Seu simples sumiço me causou o desconforto de espera sua que nunca veio. Mesmo por que não mais viria. Novamente outro mal acarretado por minha expectativa banal. Apenas confirmando que qualquer mal oriundo dessa situação não tem outro culpado se não eu mesmo.

Pois bem Rainha de Copas, encontrar vitimas e culpados não vai alterar nenhum dos fatos. Então gostaria de aproveitar a oportunidade para algo mais útil e interessante.

Gostaria de agradecer Rainha, isso mesmo agradecer. Agradeço pelos momentos de carinho e atenção de me dedicou. Os momentos de paciência que desperdiçou comigo. Os potentes golpes em minha carência, hoje tão fragilizada graças a seu empenho. As lições que aprendi por seu intermédio direto e indireto. E mais importante, por sua tão magnífica presença ao meu lado nesses dias. Obrigado Rainha.

Saiba que sempre terá como humilde servo esse Rei de Espadas a serviço de sua tão reluzente coroa. Espero vir a ser de sua valia num futuro próximo e que não haja nenhum tipo de mal entendido sobre minha pessoa a respeito de Vossa Majestade. Caso haja estou sempre disposto a Vossa Majestade para sanar qualquer duvida a meu respeito.


Grato pelo tempo desperdiçado


Rei de Espadas

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

1 milésimo de segundo para o fim do mundo

Passada Rainha de Copas


Hoje me dei conta que devo dar uma organizada nos meus aposentos. Aquilo ta uma bagunça! Acho que você ainda se lembra dele no estado de eu pensar em organizá-lo. Você é especialista em guardar memórias ruins, então deve lembrar. Bem, lembrado ou não, não faz diferença para o que eu tenho a dizer.

Tentando ter uma visão geral da bagunça, vi num canto da prateleira um antigo presente seu. Um livro que, na época, eu queria tanto e que você adiantou uma data comemorativa para me dar.

Uma data que na verdade não existia e agente chamava de “Dia D’agente”. Haviam três no mês, mas só trocavamos presentes no passar de anos de cada uma. Outra informação irrelevante para o que realmente quero dizer.

Indo direto ao ponto, Rainha. Desde que você se foi não olho esse livro. O vejo sempre, mas nunca mais abri suas paginas. Tive vontade algumas vezes, mas não tive coragem. Não sabia bem porque, mas não fazia.

Hoje olhando, de longe, sua barra lateral azul em minha estante, eu descobri porque não o olho. Na contracapa amarela a uma dedicação sua. Sua letra em tinta azul no canto inferior direito. Diferente das dedicatórias normais de quando se presenteia livros, essa é na verdade, uma jura de amor. Um pedido, a quem não sei, de estivéssemos juntos por mais tempo adiante.

Não lembro mais o que está escrito exatamente. Também não tenho coragem de reler. Não tenho coragem nem de abrir o livro (o que é uma pena já que se trata de um livro de gravuras), quanto mais reler o que você me escreveu nele.

No fim, fica tudo estático. O livro fica na estante, vezes me chamando, outras me afastando. Eu, fico na covardia de não abri-lo. E lá fora o sol nasce e se põe novamente.

Esses caquinhos são tudo que resta de você na minha vida nesses dias, Rainha. Breve, não haverá nem eles. Sei que você deve está achando que já ouviu isso antes, mas nunca pareceu tão real quanto agora. Há outra Rainha agora e mesmo se não houvesse, há certeza no meu coração, convicção para o futuro e conforto para o passado. Sou rei. Sou Rei de Espadas e tenho isso a honrar e honro.


Caminhando para o futuro


Rei de Espadas

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Lançamento do Brasilsat A1

Saudosa Rainha de Copas


Acho que Vossa Majestade me afetou bem mais do que eu acreditava, Rainha. Chegou até mesmo a alterar meus pontos de vista sobre algumas situações.

Agora mesmo, estou me sentindo com todo aquele seu "in malam partem". Mesmo depois dos bons momentos que tivemos horas atrás, só consigo pensar nos séculos a seguir em que estaremos tão distantes.

Cada demonstração de carinho, jura, caricia, evanesce sob o julgo maligno da distancia que se aproxima. Nem as efemeridades das festividades que se aproximam me consolam de passar toda essa eternidade longe do seu abraço, sem sentir o seu cheiro.

Quanto tempo demora para passar 10 dias Rainha? Sem você acredito que demoraram milênios.


Desejoso por um abraço seu


Rei de Espadas

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Dia da Saudade

Rainha de Copas,

Acordei ainda com a memória dos nossos momentos juntos. Fiquei todo desejoso que tivesse me acordado no dia de ontem novamente. Vi que me desejo não iria se realizar, então resolvi despertar de vez. Ao me levantar, senti uma dor no ombro, nada com o que se preocupar, mas até a dor me lembrou você. Fiquei a imaginar se não teria sido o peso dos seus sonhos durante o sono encostado em meus braços.
Sai de casa e olhei para o céu. O vermelho parecia mais vermelho, o amarelo mais amarelo, o azul bem mais suave e o verde um tanto fechado. A praça do antigo mercado de escravos até perecia um bosque sob a ótica dessas novas cores.
Olhava para os lados e sentia uma necessidade estrema de conter. Passava-me na cabeça que eu podia tudo. Estava imortal, onipotente e irresistível e tinha toda obrigação do mundo de não expor isso para salvar os demais que passavam.
Ah Rainha. A quanto esperei por um momento como esse. O carinho, a atenção, a cumplicidade, tudo muito bem dito por forma de olhares e sorrisos encantadores. Tudo tão intenso, e como tudo que bom, tão rápido. Mal vi o passar dos anos e quando me vangloriava de que ainda teria mais daquilo tudo nossas vidas nos chamaram de volta ao mundo dos frívolos e desencantados. Como prolongaria aqueles instantes por séculos e séculos, Rainha. Chego a acreditar que toda uma eternidade não seria suficiente para extinguir meu desejo.
Lembrar de cada momento e cada detalhe assim como desejar uma nova oportunidade é o que me resta daquele sonho de verdade.

Desejosamente



Rei de Espadas

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

26 anos para o fim do mundo

Desesperada Rainha de Copas


Venho em meio a muita relutância escrever-lhe esta, mas por pedido alheio do que vontade própria na verdade.

Estive por esses dias a conversar com Sua Majestade a Rainha de Espadas, minha mãe, e acabou que seu nome foi citado em uma das deliberações. A mesma não conseguiu guardar para si sua intenções e pensamentos sobre sua ações e escolhas recentes e mesmo a meu contra gosto veio dividi-las comigo e me pedir opiniões.

Fui o mais sucinto que pude, levando ao fato que esse é um assunto que até evito falar. Para meu espanto ela até concordou com boa parte do que falei e me pediu para dividir nossa conversa e minha opinião com Vossa Majestade. Tentei ser relutante e negar, mas acredito que Vossa Majestade saiba, nem que de forma distante, como beira o impossível se negar o pedido da própria mãe, inda mais uma mãe como a minha.

Pois aqui estou Rainha, disposto a dizer-lhe o que eu a disse por mais que Vossa Majestade não queira saber (de mim principalmente).

Seu desejo agora Rainha, é fuga. Penso até que esse seja seu desejo a muito. Lembro de uma época bem negra em nossa relação onde Vossa Majestade se manteve inabalável em continuar ao meu lado. Hoje com uma ótica diferente do ocorrido vejo que isso não foi um ato de amor, mas de desespero na expectativa de sua fuga. Quantas vezes, apos te perder, a tive de volta com promessas de firmar compromissos mais sérios entre nos?

Vejo então, que sua escolha por esse Dez de Paus mais um fuga embasada em promessas de um ponto de apoio melhor. Por tudo que é sagrado! Não satisfeita em estar com um Valete, Vossa Majestade decai mais ainda com um Dez? O que um Dez pode lhe proporcionar?

Criticas diretas a parte. Sua fuga Rainha é de seu lar. Numa corte cerca pelo desequilíbrio emocional como é a sua, esse seu sentimento é bem comum. A nobreza nela se resume a Vossa Realeza a Rainha mãe de Copas, sua avó. Os demais, cercados por seu egocentrismo e muito ocupados com seu próprio umbigo não conseguem dispor a atenção que alguém como você precisa. Assim, ao encontrar alguém que te dê um pouco mais de atenção e se mostre disposto a demonstrar isso de forma aparentemente mais social você se agarra a isso como um caminho ao paraíso.

Saiba Rainha, que você não precisa disso. É uma mulher forte, bonita e inteligente, com capacidade de alçar vôos ate mesmo sem apoio alheio. O que tenho para você é a idéia e o apoio (distante) que Vossa Majestade invista em seus estudos e por conseqüência em sua carreira. Parece ser o caminho mais longo, mas será o mais proveitoso. Vossa Majestade não precisa de um Dez, Valete, ou mesmo um Rei para isso. Seguro as rédeas de sua carência e insegurança por mais um tempo, que já fez por tanto pode suportar um pouco mais. A compense em outras coisas menos agressivas a sua vida e siga em frente na batalha por sua felicidade sendo ela apenas sua.

Então Rainha, quero que entenda que tudo que falo é uma visão pessoal e distante e bem possível não reflita a verdade que Vossa Majestade viva, mas procure considerar o maximo. Não por mim ou qualquer ligação com nosso passado, mas pela Rainha de Espadas e todo carinho que ela lhe guarda.

Espero melhores noticias suas no futuro próximo. Não estarmos juntos não significa que quero sua infelicidade, muito menos agora que me vejo tão perto de encontrar isso que você procura; equilíbrio, bons sentimentos e companheirismo. Guardo em meu âmago que você também venha alcançar tudo isso, mesmo que não seja comigo, como desejávamos em tempos indos.


Por agora me detenho a isto


Rei de Espadas

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Dia de Felicitas

Magnífica Rainha de Copas,


Nem sei bem o que dizer Majestade, só sei que preciso de alguma forma lhe falar algo. Acho que só pela satisfação de falar com Vossa Majestade.

Passei o dia depois que nos conhecemos fascinado, Rainha. A muito tinha perdido parte significativa da esperança de encontrar alguém como você. Inteligente, bonita, simpática... uma Rainha. Não existe outra palavra que lhe descreva melhor.

Acordei extasiado com sua lembrança de tal forma que ainda sentia até se perfume. Duvidava como alguém podia mexer comigo de tal forma em tão pouco tempo, mas acordei acreditando que você tenha conseguido.

Passei o dia pensando em te ligar daquela forma bem inicio de carreira amorosa. Aqueles questionamentos que não me vinham desde a adolescência. - Devo ligar? Será que ela vai poder de falar? Vai gostar de eu ter ligado? O que vou dizer? - Me fez sentir como se tivesse meus 15 anos novamente.

Superei esse melodrama lembrando de nossos momentos no dia anterior. Seu abraço delicado, seu beijo tímido e doce, seu olhar de duvida, de interesse e de receio... Você reinou sobre meus pensamentos durante todo dia, tudo era motivo para pensar na Rainha de Copas, falar da Rainha de Copas...

Lembrava do nosso primeiro beijo tão coberto pela timidez. Lembrava de Vossa Majestade nos meus braços. Ainda não sei se me sentia como o mais forte homem do mundo, protegendo a Rainha indefesa, ou se era uma mera carta de baralho apaixonadamente perdido em mãos tão graciosas.

Não consigo deixar passar nenhum momento e passei a desejar que se repetissem e em breve. Desejo Rainha, ver ser olhos, sentir seu perfume, me perder em seu abraço e me derreter em seu beijo.

Espero não estar exagerando na ousadia ao lhe dizer tudo isso nobre Dama, muito menos trazer-lhe infortúnios e desagrados com minhas declarações. Longe de qualquer expectativa de minha parte, quero apenas me oferecer como mero vassalo de tão majestosa Dama.


Na esperança de novos encontros,


Rei de Espadas

RE COMEÇO

Quem acompanha esse espaço esta acostumado a ler os avanços e lamurias do Rei de Espadas a respeito do seu relacionamento com a Rainha de Copas. Acredito que todo mundo já foi Rei de Espadas e Rainha Copas e algum momento da vida, por isso é até fácil de se identificar com estes personagens. Nesse jogo de “o que eu vive” e “o que viveram” fica claro que falta dizer muito coisa sobre todo esse processo que eles estão envolvidos e mais ainda dos processos que os levaram a isso.

Com esse pensamento, ou com pensamento de renovação próprio, decidi ampliar os horizontes deste espaço. Como se sente um Rei de Espadas não ao perder, mas ao conhecer uma Rainha de Copas? Ou como ele reage ao entrar em um novo baralho e conhecer uma nova Rainha? Mais uma vez são situações que todo mundo passou de alguma forma e agora também serão descritas aqui.

Para um fácil entendimento, os textos do Rei de Espadas a Rainha que o abandonou terão seus títulos como de costume representando momentos. Já para a Rainha que o Rei conheceu os títulos representaram dias específicos, mas de uma forma especial.

Espero continuar tocando e agradando os que lêem e acompanham este Blog e fico no guardo de criticas que possam faze-lo melhor. Espero encontra-los nas próximas linhas.


Rei de Espadas André Bezerra

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

35 segundos para o fim do mundo

Sra Rainha de Copas,


Tendo em vista a seriedade com que as coisas tomaram em nossas vidas, acredito que esta venha a ser a ultima vez que a escrevo. Creio que não são mais tão significativas as razões que me levavam a te escrever e dentro de uns dias ela não caberão mais no que vossa majestade escolheu para como sua vida.

Então para encerrar quero que saiba Rainha... não... quero que tenha certeza que por todo esse tempo eu te amei. Me odiei por isso, mas como te amei. Não consegui sentir qualquer outra coisa por você, qualquer outro sentimento. Amei você até quando não quis amar, até quando disse não amar. Hoje isso passa ser irrelevante para nós dois.

Vai restar apenas uma serie de lembranças que vão ressurgir vez ou outra, mas que nunca conseguiram ser nada além disso, lembranças. As feridas serão todas cicatrizes de agora em diante. E toda nossa historia passa a ser... historia e toma sua devida posição no passado.

A muito tomamos caminhos bem diferentes Rainha e doravante estes caminhos além de diferentes seguem rumos sem pontos em comum mesmo quando se remete ao extremo infinito.

Seremos o que fomos para sempre, imortalizados em imagens e canções. No entanto, a essência efêmera dos nossos toques e palavras estão eternamente perdida no advento do seguir em frente. Estou seguindo a minha frente Rainha e louvo os D'uses que abençoarem a sua.

Se antes pedia sua distancia mesmo a desejando, hoje, não só desejo, quanto lhe darei a minha. Me colocando como um bom servo a sua realiza, meus serviços não serão lhe concedidos. Sua face não me será reconhecida e sua voz será tida como estranha se vier a chamar meu nome.

Estamos visando novos destinos em nossas vidas Rainha. Penso não ser figura no seu e o meu tem espaço para você ou qualquer coisa que lhe tenha.

É com os olhos brilhantes de esperança que me despeço e sigo minha jornada as minhas novas metas ao meu novo destino, não estou só nem me sinto assim. Também não estou triste. Peço que não haja qualquer pesar para o seu avanço que se relacione a mim, não desejo ser motivo de qualquer hesitação.


Adeus Rainha.


Mui respeitosamente


Rei de Espadas

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Proximos aos dias de Momo

Tão distante Rainha,


Primeiramente gostaria de agradecer todo este tempo de paz que você tem me concedido. Depois de sua ultima tentativa frustrada (graças a D’us) de aproximação. Todo esse tempo de distancia e silencio estão me fazendo muito bem. Mais um vez, obrigado.


Agradecimentos a parte, vai as noticias.


Ah Rainha, vem chegando o carnaval. Nessa época do ano é quando você praticamente não me faz falta. Diria mais, me sinto feliz por não te ter mais ao meu lado me privando de brincar meu carnaval. A cada festa, baile, bloco, show ou batuques mais simples eu respiro fundo e dou graças por poder estar ali.

Desfazendo sua visão limitada e maldosa, nem busco com quem ficar aos beijos. Vou pra brincar, me divertir e isso não significar estar nas bocas de quem quer que passe. O que também não quer dizer que eu não faça isso vez ou outra. Faço quando quero e posso.

Em cada ida, em cada embriagues, em cada fantasia eu respiro fundo e digo a mim mesmo: “Estou brincado o carnaval! Estou fazendo minha festa!”. E como é puro esse sentimento. Fazer e saber que não ofendo ninguém, não vai me trazer mal estar (exceto uma leve ressaca).

Pois Rainha, o ano mal começou e esse bem estar já toma conta do meu ser. Nesses dias lembrar de você é como mais um pedaço que engrandece o momento. Você se tornar as trevas que deixa a luz ainda mais brilhante. Em algum momento você tem que ser algum bom em minha vida Rainha. Esse período do carnaval é um deles.


Agradecidamente,


Rei de Espadas

domingo, 22 de novembro de 2009

Ontem a noite

Inconveniente Rainha de Copas


È mesmo muito fácil para você me enviar uma mensagem no meio da madrugada para acabar com minha noite de sábado. Não acredito que você não tenha ciência do que já me fez para querer fazer ainda mais.

Desde sua despedida, Rainha, eu não amo, não me apaixono. Fico buscando um sentimento a cada esquina e nunca encontro. Não por falta de quem dedique, mas por falta de fazê-lo brotar em mim. Você não sabe o que é todo esse tempo de abraços sem calor, beijos sem sabor e sexo sem prazer.

Não sei onde estava seu Valete na hora, mas acredito que ele te deixou só. Por isso você achou que eu estaria lá para quando você quisesse. Pois errou! Desta vez você não conseguiu o que queria, Rainha. Não me afastou da minha busca por diversões de momento. Detive-me a todas as efemeridades do momento.

Nem li sua mensagem. Pedi para uma Ás de Copas, amiga minha, ler e apagar aquele arauto do inferno. Pedi para ler na intenção de que alguém saiba que aquilo existiu e apaguei para continuar não sabendo nada de você.

É no conhecimento que esta o sofrimento. Se não recebo noticias suas, se não te vejo, você se torna apenas uma lembrança. Lembranças até podem machucar, mas não ferem e podem ser facilmente manipuladas. Prefiro mil vezes sofre a angustia da curiosidade em saber o que você escrever a angustia da duvida de saber porque você escreveu, quais seus motivos e sofrer com uma esperança que não existe.

Assim eu vou seguindo em frente no mais próximo do normal. Peço a você, Rainha, pelo mínimo de dignidade que resta entre nos: NÃO REPITA ISSO.


Solicitamente


Rei de Espadas


P.S.: O que merda você fez no seu cabelo?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Na ampulheta: 21:42

Graciosa Rainha de Copas


Ah Rainha! Quanto tempo não tenho noticias suas. Chego até a sentir falta... Mentira! Estou bem aliviado. Não saber de você me deixa mais calmo. Enterra mais fundo uma parte significativa dos meus fantasmas.

Lembro de você cada vez menos. Hoje vossa realeza (sarcasmos) é mais uma citação do que uma lembrança. Mais um relacionamento passado do que um amor perdido. A maioria das nossas historias viraram piadas ou situações embaraçosas para outros sorrir. Ontem você foi lagrimas, hoje você é graça.

Outro dia, meio a amigos, contei sobre umas de nossas primeiras viagens juntos. Quando sua irmã, ainda uma Dois de Copas, fez todo o caminho de volta pedindo frutas. Isso já foi uma memória desagradável, hoje, com alguns artifícios de retórica e um pouco de eloqüência, é garantia de risos.Algumas outras bem piores rendem risadas intensas a mesma proporção dos sofrimentos do passado.

Então é isso que você é atualmente, rainha, uma memória. Na maioria das vezes casual e em outras poucas um conto de humor, não importando se for por embaraço ou humor negro. Outras raras, mas bem raras, você é memória de uma lição na vida. De uma vida que eu não quero mais repetir.

Lembro de te ouvir se acusar de superar os bons momentos com os ruins, eu aprendi a escantear ambos quando se faz necessário. Assim, hoje você não passa de um anteontem. Amanha será pré-história, apenas fatos dedutíveis por vestígios. Sem escritos, testemunhas ou provas.


Categoricamente


Rei de Espadas

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Declaração de Amor

A R A B C I N H D A E E F G U H I T J K E L M A N O P M O Q R !

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A 23 dias do por do sol

Maligna Rainha de Copas


Comecei a pensar no fato dos meus relacionamentos pos-você serem tão breves. Descobri que o melhor termo de descrevê-los era “descartável”. Vinham, tinham sua utilidade momentânea exercida e eram logo postos de lado. Por minha sorte a maioria deles se tornaram boas amizades.

O fato comum era de eu fugir quando a moça demonstrava algum interesse maior. Não foram poucas as vezes delas fugirem quando eu me mostrei interessado, toda via. Assim, estive de braços em braços, de bocas em bocas, de camas em camas. Espantando minhas carências já que não podia extingui-las.

Não me acostumei com essa situação até hoje, Rainha. Você bem me conhece e sabe o quanto sou dependente de companhia. Não soube manter a sua, mas sempre fui muito dependente dela.

Voltando ao assunto do começo. Passei a avaliar os prós, contras e motivos para tais fatos e situações. Claro que encontrei uma parcela enorme de culpa sua. Não poderia faltar.

Cheguei até a bolar algum meio místico da sua influencia negativa sobre mim. Tentei entender o tipo de feitiço, magia ou simpatia que você me lançou para que tudo ficasse como esta. Sei que parece cômico. Ao menos vai parecer quando a ofensa se desfizer.

Estou dia-a-dia avançando e melhorando a esse respeito. No entanto, sendo sincero, essas idéias não se perderam por completo dos meus pensamentos. Cheguei até a procurar alguém que me livrasse dos males esotéricos que possam ter me afetados, principalmente os oriundos de Vossa Majestade. Viu que realmente causa risos?

Mas tudo esta tendendo ao avanço.


Em progresso.


Rei de Espadas

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Relógio parado (nem para frente, nem para trás). Madrugada (pelos apitos).

Benevolente Rainha de Copas


Essa semana esta sendo de lembrar você, Rainha. Após um ótimo fim de semana acordei atrasado na segunda-feira e seus olhos passando por meu caminho me despertaram.

Logo depois, uma musica me lembrou o estado em que fiquei quando vossa majestade me deixou. Outra lembrou nossos tempos áureos. Isso tudo ainda indo para minhas obrigações.

Após o almoço, comi os biscoitos que comprava para você e meu irmão comia antes. Lembro de você cheia de manha a reclamar. Sabia que nem era pelos biscoitos, mas só para fazer “aquela” cara, falar “daquele” jeito e me ver te defendendo e acalentando.

Durante a tarde, mais musicas. Cheguei mesmo a acreditar que você tivesse, de algum meio, influenciado a aleatoriedade das rádios. Ou que todas as musicas do mundo me lembram você.

A noite ao sair do trabalho revi seus olhos. Pensei em escrever, se te escrever e se enviar desta vez. Desisti dos três.

Antes de dormir ainda pensava em você, ainda o fato de escrever ou não. Acabei optando pelo sono e te encontrei nele. O engraçado é que tenho certeza que sonhei com você, só não lembro o que houve no sonho.

O dia seguinte começou parecido. Continuo parecido. Toda via, tenho fé que a semana termine logo. Afinal hoje já é terça-feira.

Espero por um bom tempo sem lembrar você para compensar estes dias.

Esperançoso de não mais sonhar com vossa majestade.


Rei de Espadas