sábado, 29 de agosto de 2009

Amanhã ou outro dia

Nobre Rainha de Copas


Ontem eu não pensei em você Rainha. Quando falo ontem quero dizer que a vários ontens não penso em você. Esta cada vez mais fácil fazer de você algo de um passado tão remoto quanto você realmente é.

Cada vez mais as outras cartas que encontro pelo caminho reclamam menos de me ouvir falar em você. Nunca mais de te vi por ai. Nunca mais vi fotos suas. Nunca mais recebi telefonemas nem noticias suas. Acredito que as coisas estão bem melhores assim.

Conheci outras cartas e fizemos bons pares em certos momentos. Poucas tinham a nobreza necessária para me deixar interessado em um bom jogo. Poucas é verdade, mas apareceram algumas sim.

Aqui até hoje ainda me balança as vezes é uma Rainha de Paus que conheci a algumas horas atrás. Eu envolvido com alguém de Paus, da pra acreditar nisso Rainha? Mas é verdade.

Desde que nos aproximamos houve uma serie de encontros e desventuras que me deixam sempre bem intrigado com a situação. Por vezes não nos queremos, mas nos encontramos. Em outras, um quer, mas o outro não. Ainda existe os momentos que ambas querem e acontece todo de bom e de ruim que se pode e deve acontecer.

Acredito que toda essa saga me ajudou muito a criar o interesse na situação. Nunca fui muito fã das coisas simples, fáceis e descomplicadas lembra? Alem dela ser uma pessoa interessante claro. Continuo com meu caráter de seleção na ativa. Até mais aguçado que em certos tempos idos.

Tempos idos... nem sei mais como você esta Rainha, nem como você é. Bem possível nem seja mais a carta que era nesses tais tempos idos. Eu guardo resquícios, mas não sou mais aquele Rei de Espadas. Provavelmente você tenha mudado mais ainda. Começo a temer que você nem mesmo seja você mais. Tenha virado qualquer outra coisa diferente da Rainha de Copas que amo, digo, que amei. Agora fico pensando que posso esta escrevendo para alguém que nem mesmo existe, ou que só existe na minha lembrança, na minha imaginação.


Sem saber quem lê isso


Rei de Espadas

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Três goles depois

Amada Rainha de Copas


Tive uma conversa besta sobre o grande amor da vida de quem estava no momento e não consegui pensar em outra pessoa senão você Rainha. Você como o grande amor da minha vida. O bom disso tudo que não foi uma lembrança tão atordoada quanto as outras. Eu lembrei de você. Apenas isso.

Após isso lembrei de um fato mais passado que você. Quando a Rainha de Espadas, a senhora minha Mãe, se separou do Dez de Paus, meu pai (lembre-se da minha desconfiança com os Dez). Ela me confidenciou que achava que o grande amor da vida era um Rei de Copas que ela conheceu na juventude. Porem, quando o reencontrou deles aconteceu (depois da separação, claro) ela não sentiu nada demais. Era apenas alguém de um passado distante.Especial, mas distante. Nem chegou a rolar nada.

Em seguida lembrei do antigo Rei de Espadas, meu avô. De como ele me falava de minha avó como seu grande amor e que mesmo depois de sua morte ele viveu, de forma muito bem vivida.

Depois lembrei daquela Rainha de Ouros que namorei por um tempo e você morria de ciúmes. Lembro dela ter me dito que eu era o grande amor da vida dela e eu dizer a ela que eu podia, muito bem, ser o grande amor da vida dela e não estar com ela. Uma coisa não dependia da outra.

Então vi que devia a muito ter absorvido todas essas lições para mim mesmo. Tentei faze-lo naquela hora e você não sabe como o resto do meu dia foi feliz por isso.

Eu te amo Rainha. Te amo muito. No entanto, não largaria aonde cheguei em minha vida para estar com você como antes. Teria que ser tudo novo. Tudo adaptado as situações do agora, então não seria agente novamente. Seriamos somente seres de um passado distante. Especial, mas distante.

A vida segue seu curso Rainha e eu estou seguindo o curso da minha...


Amorosamente


Rei de Espadas

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Ontem a noite

Mística Rainha de Copas


Sonhei novamente contigo, Rainha. Não foi um pesadelo, como das outras vezes. Toda via, também não foi um sonho bom. Foi só um sonho daqueles sem muita lógica. Na verdade, você, em pessoa, nem apareceu nele.

Uma mulher apareceu na minha casa, acompanhada de um parente distante. Eu sabia quem era ela, mas sempre a chamava de um nome diferente. Para cada nome que eu a chamava ela atendia dizendo um apelido para o nome. Se Gloria, mãe Glorinha. Se Vera, mãe Verinha. Sempre com esse mãe antes do nome.

Depois dessa confusão do nome ela me sorriu e abraçou. Durante o abraço chegou bem perto do meu ouvido e falou bem baixinho:


- A Rainha de Copas ainda te ama.


A larguei de imediato dizendo não ter gostado da brincadeira. Fui como um raio para meu antigo quarto. Nosso antigo quarto. O primeiro, não o ultimo. Ela me seguiu. Entrou no quarto, expulsando todas as outras pessoas que estavam nele e fechou a porta. Deitou-se na cama comigo e disse ter lhe encontrado por ai. Disse ter conversado com você e tinha ouvido da sua boca, que você ainda me amava.

No sonho, eu sempre me negando a acreditar e ela sempre insistindo. Curioso que ao olhar para ela eu lembrava de algumas pessoas que conheço. Mais curioso ainda é o fato que não confio em nenhuma das pessoas que lembrei olhando para ela.

Acordei atrasado para minhas obrigações do dia. Chateado e achando que aquele dia que já não começava bem, seria ainda pior, visto que eu o passaria lembrando você a cada instante.

Estava errado, o dia foi menos ruim do que eu esperava. Mal lembrei de você. Só no fim da tarde, quando tocou uma canção que gostávamos, você me veio a mente. Uma que usávamos para fazer brincadeiras com o modo de vida um do outro, já que insultava modelos e bandas de rock.

Assim passou mais um dia que eu pensava que perderia para você, Rainha. Não o fiz. Como os demais ele passou e eu agradeci por ele ser tão normal.


Ceticamente,


Rei de Espadas

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Naquele tempo

Esquecida Rainha


Hoje você me deixou, Rainha. Hoje você veio e me deixou novamente. Fiquei aqui, deixado. Fiquei assim deixado, pedindo para você voltar e desejando que você sumisse de vez.

Então resolvi ficar. Fiquei sozinho com as lagrimas que não verti e deixado. Triste, amargurado, com o coração em pedaços e deixado. Implorei para que dessa vez fosse para sempre e clamei para que fosse uma ida breve.

Amanha quando o sol se por estarei em outros braços, Rainha, mas com o coração deixado. Nesse momento serei eu, Rainha, que deixarei você. Não lembrarei os momentos maravilhosos que tive com você e esquecerei todos os tristes.

Hoje você me deixou novamente, Rainha. Hoje eu lamentarei por isso. Amanhã eu te deixo.


Indiferente


Rei de Espadas

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Para sempre

Mentirosa Rainha de Copas


Isso mesmo, mentirosa!

Você me mentiu todas as promessas que fez! Todas as promessas!TODAS! E eu engoli todas. Traguei como a fumaça incomoda de cigarro barato. Esperando um prazer que sabia que viria nunca. Nunca Rainha. NUNCA!

Agora estão elas aqui, as promessas, escorrendo pelo meu rosto. Secam mas não cessão. Que inferno, elas não cessão! Esqueci a maioria mas elas ainda doem. Doem tanto. TANTO! Quando vão parar? Essa merda não para? Você não pode ser sincera nem na sua ultima promessa? Você disse que eu não me preocupasse porque passava e porque não passa? Porque essa merda não passa? Porque você não passa? Porque Rainha, você não passa?

Eu sei que errei. Sei quanto errei. Amarguei tanto cada erro. Já não é castigo demais ter te perdido? Eu tento tanto Rainha, me entregar a outra pessoa, mas não consigo. Chega um momento que me canso de enganar alguém que ta tentando me fazer bem e desisto. Mentira! Nunca fui tão bonzinho assim, sou egoísta. Eu me canso é da pessoa. Me canso de olhar para o lado e ver que não é você que esta lá. Me canso de dormir sem teu cheiro e não ser acordado por teu beijo.

Então eu dou qualquer desculpa vagabunda e volto a remoer tudo que você não sente mais por mim. Como o idiota e fraco que sou. Desmerecedor da coroa sobre minha cabeça e até mesmo do chão nos meus pés.

Essa foi a ultima promessa que você me fez Rainha. Que eu não me preocupasse pois ia passar. Porque não passa?

Clemência Rainha! Suplico por sua clemência! Passe na minha vida! Eu só quero que você passe!


Humildemente


Rei de Espadas

sábado, 18 de julho de 2009

Depois de Amanhã

Incomôda Rainha de Copas


Estive longe Rainha. Muito longe mesmo. Não mais longe do que já fui no passado, mas era longe. Fui buscar sapiência para futuro e encontrar vestígios do passado. Um passado mais próximo que o nosso.

Foi bom, não foi ótimo. Conhecer novos lugares, novas teorias, novas pessoas, novos terminais de integração, novos mares. Mas mesmo no meio de tudo isso eu teimo em lembrar de você Rainha.

Tentei pensar em qualquer outra coisa. Juro que me esforcei, mas foi inútil. Quando vi você era novamente dona dos meus pensamentos. Mesmo tão longe novamente eles eram seus.

Você novamente me vencendo. Antes eu diria que era o nosso amor me vencendo, só que vamos ele não existe mais. Então sobra pra você.

Não quero lembrar de você Rainha. Não desse jeito. Muitas vezes lembro de uma forma ate aceitável, mas vez ou outra acontece uma dessas. Lembro e parece que você num vai sair mais da lembrança.

Tenho ao menos a capacidade de saber que você não é mais nada alem disso. Uma lembrança. Memórias e pensamentos são o que lhe restaram Rainha. Meus sentimentos agora têm outros nomes. Não são mais seus.


Chateado com a própria memória


Rei de Espadas

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Pela manhã

Lembrada Rainha de Copas


A cada dia as coisas vão ficando diferentes, Rainha. Vão ficando melhores no meu ponto de vista. O seu me interessa cada vez menos. Você se torna uma lembrança cada vez mais distante a cada passo que dou. Estou andando cada vez mais rápido, é bom que saiba.

Vi uma foto sua por esses dias. Como sempre meu coração lhe reconheceu primeiro que eu. Avisou-me aos saltos. Bem certo que ele saltou bem menos de que costumava fazer. Bem menos mesmo. Olhei a foto, olhei novamente para meus olhos ter certeza e achei que você não estava tão bonita quanto eu te achava antes. Claro que continuava muito bonita, mas não tanto quanto antes.

Pensei ser despeito meu então pedi opiniões alheias. Vi que não estava tão errado. Possivelmente a foto lhe desfavoreceu e a moça do seu lado apagou um tanto do seu brilho Possivelmente eu não veja mais tanto brilho em você. Possivelmente, possivelmente...

Nem passei muito tempo pensando em você depois de ver sua foto. Olhei, vi e esqueci. Só vim lembrar novamente quando estava no templo sagrado da filosofia, o ônibus. Apenas lembrei de ter visto a foto e quanto o choque de ter te visto foi tão pequeno desta vez. Nada mais daqueles melodramas de abandono, saudade...

É Rainha, o tempo esta passando. Não mais para traz e sim para frente dessa vez. Tenho medo de onde isso vai dar. Já estava me acostumando com a situação e finalmente tudo muda. Você não mais me causa tanta causa, tenho uma nova Rainha, é bem capaz de amanha nos vermos por ai e simplesmente inclinarmos as cabeças e dizermos “Bom dia”. Pelos D’uses todos como tive medo que um dia esse dia chegasse, mas hoje até duvido se não quero que ele venha.

Mando novidades em breve, agora tenho que dar a minha nova Rainha os mimos que um dia você recebeu.


Renovadamente


Rei de Espadas

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Daqui a 4 séculos e trinta e cinco segundos

Vencida Rainha de Copas


Ah Rainha, consegui novamente. Na verdade consegui bem mais do que esperava. Pensei tantas vezes em não ir, mas respirei fundo tomei coragem e fui. Pus uma roupa confortável, que minha mãe odeia, mas me faz ficar bem comigo mesmo. Coloquei uma muda de roupa na bolsa que me acompanha no dia-a-dia. Peguei um pouco de dinheiro. Nada de extravagâncias. Chegando à estação comprei uma revista, subi no ônibus e fui...

Para enganar meu medo puxei conversa com uma senhorita que sentou ao meu lado. Veio de longe em busca das mesmas coisas que eu, mas sua viagem ia mais alem que a minha. Tentei dormir ao atravessar as serras estrangeiras, mas não consegui (aquela velha tensão de sempre). Então me pus a ler a revista que comprei. Deu certo quase não senti medo e mais importante não penei em você.

Cheguei lá e tudo estava frio, muito frio. Ao chegar à casa de meus anfitriões recebi calor suficiente para tomar ate mesmo um banho frio. Fui muito bem recebido, mas não foi desse calor que falo Rainha. Recebi algo intenso quando olhei uns olhos brilhantes que estavam lá. Apenas estavam lá sabe, daquele modo, como um ponto que transforma um retrato numa fotografia. Perdi-me naquele olhar, mas fingi está bem achado. Você sabe que finjo bem essas coisas Rainha, você sabe.

Conversei, ri, brinquei e até me mostrei um pouco, na tentativa de causar o mesmo efeito naqueles olhos. Retirei-me para me trocar com a sensação de trabalho bem feito. Saímos separados, mas na promessa de nos encontrarmos entre os demais. Depois de todos juntos arrumamos um meio de estarmos a sós e confirmamos o que desejávamos. De perdido nos olhos dela passei a ser um perdido em sua boca, em seus abraços. Depois de beijar lhe com carinho, ainda com os lábios colados, abrir os olhos e vê-la também me olhando se tornou um vicio naquela noite. Sempre adorei vícios!

Ela me fez companhia durante toda a noite e madrugada a dentro. Conhecemos-nos, descobrimos nossas semelhanças, nossas diferenças e tudo parecia ser um encaixe perfeito.

A manhã veio e eu parti. Antes de subir no ônibus novamente olhei para trás e tive a certeza de que ia voltar. Que atravessaria mil vezes as serras e meus medos para olhar naqueles olhos. Sentei-me próximo a janela e fiz questão de que sua cortina estivesse bem aberta, olhei cada segundo de minha travessia de volta e ela nunca me pareceu tão rápida.

Sai para encarar um medo e buscar efemeridades Rainha. Assim como César, Veni, vidi, vici. Venci meus medos e despojei as efemeridades por algo que promete ser bem mais sublime. Voltarei em breve e ela me espera.

Cresço a cada dia Rainha. Me supero e vou em frente. Sempre...


Vitoriosamente


Rei de Espadas

sábado, 27 de junho de 2009

Daqui a 4 séculos

Graciosa Rainha de Copas


Novamente terei que atravessar as serras estrangeiras Rainha. Na verdade tenho feito muito essa travessia nos últimos séculos. Virou algo opcional já. Vou em busca de varias coisas: emoção, amor, disputas, paixão, devaneios, efemeridades...

Apesar de sempre conseguir o que fui buscar, todas as vezes foram uma aventura. Aquele meu velho medo de cruzar as serras continua, não passou. Lembra as vezes que passamos juntos por elas? Você segurava minha mão, eu respirava fundo e fazia alguma piada sobre os túneis fingindo que nada acontecia. Só você sabia o quanto eu esteja com medo, só sua mão sentia minha tensão naquele momento. Isso era suficiente para que o medo não fosse tão externo.

Tive que aprender outras formas de esconder meu medo Rainha. Conformei-me que ele não iria embora e resolvi apenas não mostra-lo aos outros. Para tal sai inventando todo tipo de passatempo para aqueles malditos segundos que passo entre aqueles túneis. Tento dormir, leio, converso com qualquer um que esteja ao meu lado, bebo. Qualquer coisa ficou valida para compensar sua ausência durante meus momentos quase inexistentes de medo.

Hoje lembro com graça dessas situações Rainha. Eu, um rei ainda mais de espadas, com medo de cruzar uns montinhos. Ao menos nunca fui de me render, muito menos aos medos e a cada oportunidade que eu tinha de encara-lo eu o fazia com mais vontade. Nas primeiras vezes você fez muita falta, depois passou a ser um desafio não só a mim, mas a dependência de você. Como um bom guerreiro eu venci todas as batalhas e batalhas sem tensão não é batalha.

Hoje eu olharei meu medo de frente novamente Rainha. Olharei bem nos olhos dele, como fazia quando queria me ver nos seus olhos. Não lembrarei de você. Erguerei a cabeça e lutarei, sempre luto. Como premio receberei as dádivas da alegria do pos serra. Ficarei feliz, apaixonado e terei todo tipo de emoção que só poderia receber depois de uma grande batalha. Não precisarem de você e nem terei lembranças suas. Comemorarei como o herói que sou. Serei um rei, não terei uma rainha é verdade, mas não me faltará companhia. Vencerei mais uma batalha Rainha. Vencerei sem você.


Sempre pronto a guerra


Rei de Espadas

terça-feira, 16 de junho de 2009

50 centavos de minuto

Paciente Rainha


Ah Rainha! Ando tão só ultimamente. Não só, sem ninguém. Só comigo mesmo. Sabe aquele banzo que me batia às vezes? Aqueles momentos em que nada me satisfazia, tudo era chato? Pois estou assim novamente.

Lembro que você detestava isso, mas tinha suas maneiras bem sutis de reverter esse processo. Você sempre teve o dom de me deixar a vontade com as coisas. Eu sempre com esse modo “de espadas” de ser e você me encobria com seu ar “de copas”. Dessa maneira tudo ficava mais suave, menos tenso, mais colorido. Que poder é esse, Rainha que você tinha sobre mim? Por que não encontro mais ninguém que me faça isso?

Encontrei pessoas que suportavam o peso das minhas lamentações, outros que me traziam alegria, satisfação, tranqüilidade, um sorriso... No entanto, nunca mais apareceu ninguém que conseguisse fazer tudo isso junto e de forma tão sutil como você.

Quanta saudade, não de você mais do que você me causava... Quanta saudade Rainha, do toque da sua majestade.


Melancolicamente


Rei de Espadas

quarta-feira, 10 de junho de 2009

12

Enxerida Rainha de Copas


Esta chegando o dia dos namorados Rainha, não que esteja dando a mínima (como nunca dei mesmo) apenas lembrei como reagíamos a essas datas comemorativas. Você ficava eufórica e eu nervoso. Você queria sempre que eu te fizesse uma surpresa, te presenteasse com algo original. Já eu ficava louco sem saber o que fazer, o que comprar. Acabava te perguntando o que você queria ganhar. Você no começo relutava a dizer, fazia manha e tentava me obrigar a pensar em algo. Com o passar do tempo e a data em questão se aproximando você acabava me dizendo para comprar isso ou aquilo uma semana antes da data, depois encontrava outra coisa faltando uns dois dias e possivelmente mais alguma no dia. Nisso eu era obrigado a comprar de dois a três presentes em cada data para compensar minha inabilidade e criatividade para te causar uma surpresa.

No entanto, eu, várias vezes independente de data, lhe fazia uma surpresa. Via algo na rua que sabia que você ia gostar e levava para você. Sempre que algo me lembrava você, se eu sabia que você ia gostar ou que você já tivesse comentado cruzava meu caminho eu fazia questão de lhe levar. Você fazia uma cara maravilhosa Rainha. Um sorriso que me valia qualquer esforço. Carinhos que me deixavam aéreo. Dengos e beijos que com certeza não esqueço.

Já você acertava sempre. Sabia o que eu gostava e o que eu precisava. Por mais que eu não gostasse do presente ele teria utilidade marcante no meu dia-a-dia.

Não me livrei dos seus presentes quando você se foi. Ainda mora no meu quarto um gnomo zombeteiro que me olha com uma cara cínica, me dizendo que já te tive, mas te perdi. Maldito gnomo! Pior que não consigo me livrar dele. Espero que alguns presentes meus ainda ornem seus aposentos.

Pois bem, para mim as coisas não mudaram muito. Acho que só a intensidade mudou. Algumas coisas para mais outras para menos. E vem chegando ai mais um dia dos namorados... e o jogo vai ser outro...


Somente


Rei de Espadas

terça-feira, 2 de junho de 2009

Pós crise da era mesozóica

Pedante Rainha de Copas


Acho que você não anda entendendo minhas cartas Rainha. Lhe percebi muito envaidecida com elas por esses dias. Envaidecida ao ponto de ligar pensando que tudo estava certo. Isso devia passar longe do seu pensamento Rainha. Bem longe.

Gostaria de lhe lembrar que essas cartas não são para você diretamente e que eu nunca cheguei a envia-las. Se não foram enviadas, você nunca recebeu. Então porque vossa majestade dar-se a tamanho atrevimento para comigo. Não somos íntimos para me ligar em horário tão inconveniente e como passo meus dias ou gasto meu tempo não lhe condiz.

Grosso sim Rainha! A níveis estúpidos e com devido merecimento a cada tom acrescido na minha voz. Aproveitei para descontar alguns momentos

que não pude responder. Como as invasões a minha pagina na internet, as indiretas aos meus amigos, os conluios com minha mãe...

Sua vida deixou de me interessar a muito Rainha, você devia perder o interesse na minha também. Cuide melhor do seu tempo, do seu Valete de Paus que eu to fazendo a minha parte. Meu tempo esta sendo absorvido pela intensidade e a cada dia a nova carta que lhe falei se firma como nova Rainha do meu baralho.

Espero ter sido bem compreendido e que você entenda que isso é o melhor para nos dois.


Decididamente,


Rei de Espadas.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

06:21 am

Manhosa Rainha de Copas

Interessante Rainha como as coisas são, quando a vida quer nos lembrar das coisas ela se esforça e faz lembrar mesmo. Nessa semana estive meio carente, meio abandonado. Acho que você ainda lembra esses ataques de carência que tenho vez ou outra. Então, no meio disso tudo, eu só via em meu caminho casais. Nunca achei que eram tantos e nesses tempos mais modernos fazendo tantas caricias em publico.
Ah Rainha, só consegui lembrar de você. Senti falta dos abraços no meio das vias, dos beijos em escadas rolantes, dos amassos nos portões, paradas de ônibus, escadas e elevadores. Ainda tenho boas lembranças do elevador do prédio que você morava quando nos conhecemos. Do jeito que você é acho que só lembra de quando eu saia puto da vida por ele durante as tantas brigas nossas.
Interessante como você tinha uma memória tão boa para as coisas ruins. Com certeza que eu poderia descrever uma a uma as coisas ruins que você me causou, mas só me vem às boas na maioria das vezes, principalmente agora com nosso fim consumado e apaziguado. Lembro que você sempre se fazia esquecer dos meus deslizes, dizia que me perdoava, mas só era necessário uma discursão para você querer me enfiar tudo goela a baixo.
Seja como for passou Rainha. Passou ou esta passando. Assim como a carência também ta passando. Encontrei quem me ajudasse. Estou até abismado de quanta gente me ajuda hoje em dia. Com a ajuda tudo acontece mais rápido. Já que ninguém pode me ajudar a rodar os ponteiros para traz, ao menos estão fazendo ele ir para frente.

Não mais tão carente,

Rei de Espadas

terça-feira, 19 de maio de 2009

Dentro de poucos séculos

Rainha de Copas


A cada dia me reinvento nessa nova vida sem você. Não só pela necessidade de reinvenção que os astros me impuseram, mas por necessidade de viver.

Reaprendi a viver! Tive de reaprender na verdade. Depois de tantos segundos vivendo algo que não sei se era nossa ou sua vida e tantos milênios vivendo nossa vida sozinho, senti necessidade de viver a minha vida. Para isso, tive que aprender a vivê-la.

Foi difícil no começo. Todo começo é difícil! Entrei em jogos errados, mãos ruins, fui mal usado em batalhas, mas tudo isso fez parte do meu aprendizado. Bom não foi, porem foi instrutivo, me fez crescer.

Descobri que não podia refazer tudo do zero, tinha que transformar o que já possuía (o que era quase zero na verdade). O que começou devagar, num engatinhar se tornou um vôo rapidamente.

A cada dia as coisas eram outras. Possas de lagrimas viraram piscinas de lazer. Abraços de solidariedade se tornaram abraços de satisfação. As farras para esquecer passaram a ser farras para comemorar.

Não imaginava ser tão forte, tão capaz de mudar. Claro que tive ajuda. Acaso você já viu algum jogo de uma carta só? Amigos antigos me apoiaram, novos apareceram e todos me levando a mais alem. No entanto, nada teria acontecido sem um empenho pessoal sobrenatural que nem eu sabia que existia em mim.

A maior conquista, a maior mudança até o momento aconteceu a pouco tempo. Transformei a corda bamba que fiquei quando você me deixou, em uma corda para me pendurar no espaço. Vi-me livre, perto do infinito, sobre o abismo, banhado pela serenidade e preso a liberdade, respirei o ar puro do ser eu. Tudo isso estando preso apenas às obrigações de ser feliz, de ser intenso.

Esta sendo maravilhoso Rainha. Claro que se pudesse escolher não passaria por nada disso e estaríamos ainda lado a lado. Como não posso, mesmo se quisesse, não poderia estar melhor. Acho que não trocaria todo isso por nada. Nada mesmo, nem por você. É notório que essa afirmação é duvidosa, mas a cada momento ela se mostra mais sólida.

Estou V-I-V-E-N-D-O Rainha e espero que você também esteja, mas não faço questão que você me informe e nem que seja informada de mim.


Livremente,


Rei de Espadas

sexta-feira, 15 de maio de 2009

As 10 para mais tarde

Ausente Rainha de Copas


Senti sua falta por esses dias. Não foi bem falta de você, mas sim, falta das sensações que tinha quando estava junto a você. No seu colo eu me sentia fora da realidade. Eu era forte, sensual, inteligente, poderoso ao mesmo tempo em que era fraco, inocente, burro e indefeso. Senti falta de estar desta forma, pedido para o mundo parar.

Percebi com isso o quanto sua pessoa não me é mais necessária e pior, pode nunca ter sido. Quando sinto saudade de você na verdade sinto saudade das suas ações para comigo. O você físico, dia-a-dia, se apaga na minha memória, de modo que nem lembro mais do seu rosto. Claro que quando a vejo por ai sei que é você. Mesmo que queira esquecer e passar direto me coração aos saltos faz questão de me lembrar. No entanto, no consigo mais formar seu rosto na memória.

Acho isso bom no aspecto geral. É triste, mas é bom! Não lembrar de você, ao menos não lembrar da sua imagem, me possibilita esquecer muita coisa ruim. Sei que coisas maravilhosas também perigam cair no esquecimento, mas eu acredito na intensidade delas para combater isso. Então fica a esperança de tudo ser esquecido e só o que foi bom renascer como a lembrança de um amor.

É bom saber que amei um dia. Mesmo com esse amor tão distante de hoje...


Desmemoriadamente,


Rei de Espadas

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Com 19 milisegundos de atraso

Rainha de Copas


Estive novamente pensando Rainha nos índices de culpa do nosso rompimento. Já pensei muito nisso na verdade e por ter pensado muito mudei de idéia demasiadas vezes. Com cada idéia diferente vinha uma nova vitima, um novo réu e uma serie de novos fatos. Pois bem Rainha, mudei de idéia novamente.

No começo, como todo mundo que leva um tropeço, achava que tudo era culpa sua e eu era a vitima. Depois mudei dessa opinião e comecei a dizer que você era vitima de tudo que eu malignamente lhe causei. Também mandei essa idéia para as cucuias, tenho hoje uma nova idéia.

Somos ambos culpados Rainha e a vitima são nossos filhos e amigos. Eu sei que não tivemos filhos propriamente dito, falo das coisas que cultivávamos como nossas no lugar de ser minha ou sua. O dvd daquele filme que adorávamos, livros, roupas, as fotos em que aparecíamos como quem ta feliz da vida e não ligássemos para mais nada no mundo... tudo isso virou dado excluído ou arquivo morto. Creio que você não tem mais o costume de usar minhas cuecas, nem minhas bermudas, ficaram então inutilizadas espero eu. Todas as suas fotos que ornavam minhas paredes agora estão trancafiadas em um saco plástico daqueles de por verduras.

Os nossos amigos ficaram na corda bamba entre você e eu, na maioria só ouvindo os dois lados de uma historia sem sentido para qualquer um alem de nos dois. Não é uma situação das mais agradáveis tenho certeza.

No banco dos réus Rainha, estamos muito bem sentados (desde que sejam bancos separados, por favor). Sou culpado de impaciência, arrogância, falta de atenção, falta de apoio, pouca sinceridade, infidelidade, manipulação, abandono, na maioria das vezes de forma homeopática. Já você tem culpa de impaciência, arrogância, falta de atenção, falta de apoio, pouca sinceridade, infidelidade, manipulação, abandono, mas no seu caso de maneira vorpal.

Somos mesmos Rainha dois culpados, um contra o outro, querendo achar motivo para nossos crimes na intenção de deitar a cabeça no travesseiro de forma mais leve. Ambos esse contra-balanço até podemos fazer isso, pois se você acha que sofreu muito Rainha saiba que nem posso contabilizar meu sofrimento. Espero que com a sua decisão seu sofrimento tenha se extinguido, com as minhas atuais o meu se evanesceu.

Espero que tenha uma boa noite de sono Rainha, com toda tranqüilidade.


Pensativamente,


Rei de Espadas

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Depois da 25ª hora

Intangível Rainha de Copas


Estive por esses dias lembrando Rainha, do apelido carinhoso com o qual você me chamava. Meus amigos faziam gracejos e chacotas, mas como gostava de ouvir você me chamar daquele modo. As vezes, até eu que nunca fui muito de apelidos, usava ele para falar com você. Passei ainda um tempo depois que você se foi te chamando daquele modo lembra? Eu ainda lembro muito bem daqueles momentos Rainha. Acho que bem até demais.

Estava lembrando Rainha de quando você publicou uma foto nossa na internet, uma foto horrível, com a legenda em baixo usando esse apelido. Pior, misturando o apelido com o nome de um doce. Ainda lembro dos comentários dos meus amigos, tenho plena certeza que eles morriam de inveja. Ter uma linda Rainha te chamado de doce não para qualquer um.

Lembro quando você queria algo de mim ou quando simplesmente queria fazer manha. Aquele olhar, aquele bico e as frases sempre começando com aquele nominho completamente infantil. Ah Rainha, tentei muitas vezes, mas as vezes que consegui resisti o fiz com um peso enorme no peito. Você sempre venceu nossas batalhas, ainda bem que nem sempre percebia isso.

No entanto, o tempo passou Rainha e com o passar do tempo o doce passa a ser enjoativo e você enjôo desse aqui. Na verdade, nunca foi muito do naipe ser doce, acho que o que te deu foi falta de açúcar.

Sinto falta Rainha de atender uma ligação sua e você confirmar que era do outro lado da linha de forma tão informal e carinhosa, tão diferente do habitual: “Rei de Espadas?” que escuto hoje em dia. Pena nosso relógio ser tão inútil a ponto de só ir para frente.

Me pergunto vez ou outra se você já deu um apelido ao seu Valete de Paus. Pelos comentários que ouvi acho que não vai ser difícil, segundo suas amigas ele é bem parecido com um desenho animado, ainda por cima é de paus. Ficar dizendo que uma pessoa é de paus o tempo todo deve ser ofensivo, ao menos para mim seria. Então para não ofendê-lo tanto invente um apelido carinhoso, se não fez. Faça, mas que ele não seja tão especial quanto o meu, nem tão manhoso e nem tão amoroso.

Esperando não ter noticias de mais apelidos.


Com boas memórias,


Rei de Espadas

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Antes de ontem no amanhã

Breve Rainha de Copas


Não sei como encontrar melhores palavras para falar isso, então serei direto. Me apaixonei! Isso mesmo. Me apaixonei, uma paixão 0 km só para mim. Não foi por você novamente, com certeza você não conhece. Ela é uma carta nova no baralho.

Percebi isso quando me deu uma vontade enorme de dar-lhe um abraço mesmo tendo que atravessar as cordilheiras estrangeiras para isso. Tenha esquecido o quanto é bom ficar assim Rainha. Melhor mesmo quando se tem algum tipo de reciprocidade. Me encanto com recados de bom dia, bilhetes de beijos e ligações só para ouvir a voz. Sei que você entende o que estou falando e deve ter uma memória recente disso, ao menos mais recente que a minha.

Sobre ela, como disse antes é uma carta nova no baralho e como você saiu da minha mão, saiu do meu jogo e parece estar saindo do meu baralho acho que não vai se incomodar em ceder o lugar de Rainha de Copas, certo? Ela é uma pessoa boa, inteligente, firme, um pouco calada e linda. Você gostaria dela se a ocasião fosse diferente, na verdade não vejo porque não gostar.

Espero que tudo dê certo. Ah como espero! Espero que você também torça por isso, mas que faça assim daí de onde esta mesmo. Não precisa me informar sua posição sobre esse acontecimento.


Grato pela atenção,


Rei de Espadas

sábado, 2 de maio de 2009

Apenas um bilhete

Perdão minha Rainha!
E se um dia achar necessario tambem pedir tenha certeza que eu sempre vou te perdoar!

Rei de Espadas

Agora (Relógio ainda atrasado)


Sempre presente Rainha de Copas

Vi-te novamente pelo meu caminho. Desta vez tenho certeza que você me viu. Você estava sozinha, na chuva, esperando por alguém que teimava em não chegar. Deu pena, deu vontade de ir te proteger, salvar, ou apenas fazer companhia. Ouvir tua voz, sentir teu cheiro... Não fiz nada disso. Talvez por orgulho, por infantilidade ou pelo choque que foi te ver. Isso mesmo, foi chocante te vir ali, linda como sempre foi. Meu coração foi de 0 a 1000 tão rápido que pensei que iria pular fora do peito.
Primeiro eu quis sair logo do local que você tava, depois eu não queria mais sair de lá. Ainda voltei mais uma vez só para te olhar de relance, fazendo uma tremenda cara do homem mal que nunca consegui ser.
Ah, cara Rainha! Como você consegue me tocar tanto ainda? Mesmo depois de tantas datas. Como eu queria ter coragem para chegar perto de você naquela hora te beijar e te roubar para mim. Queria ter com você o para sempre que agente nunca acreditou existir.
Sei que você me viu, como você se sentiu? Gostaria de não ter esse tipo de duvida, mas tenho. Quando isso vai passar de verdade Rainha? Quantas outras gerações serão necessárias para que eu passe por você pareça que nada aconteceu? Não tenho as respostas e espero não recebê-las de você nem tão cedo.

Ainda afetado pelo choque,


Rei de Espadas